domingo, 3 de março de 2013

Soluços

Um vazio é sempre um vazio, frio, grande e profundo. Pode a sala até estar tão cheia que o oxigénio tenha sido completamente substituído pelo dióxido de carbono, mas o coração está sempre tão vazio, tão sozinho que nem dá por nada do que se passa "no mundo lá fora".
Ele pesa lá no seu cantinho do peito. Pesa porque está triste, quer gritar, quer chorar, porque ele está a sofrer, apertadinho e sem ninguém com quem partilhar. Todo o mundo parece tão distante, tão ocupado, tão sem noção do que se vai passando ali dentro, naquele pedacinho de carne e músculo que controla um gigante corpo e uma poderosa mente.
É difícil quando todas as expectativas, todos os momentos, todas as saudades, todas as vontades recaem sobre tão frágil músculo.
Aquele vazio de que comecei a falar,  ás vezes enche-se de ar, aquele ar do peito, quando ele fica ofegante, quando  o corpo está tão feliz que não aguenta tanto ar nos pulmões, o problema é que tão depressa ele aparece como desaparece, e lá fica o coração sozinho outra vez, vazio tal como estava, mas ainda mais triste, porque agora está a tentar suportar a dor que agora passou para o cérebro também. Porque as conversas, os momentos, as acções não acompanharam os sentimentos naquele momento em que foi preciso. Porquê que o coração bloqueou quando estava tudo ali pronto para acabar com aquele vazio? Porquê que ele foi teimoso? Será que ele gosta de estar sozinho?
E nós, como ser humano, pensamos e sentimos tudo e pensamos porquê que as coisas nunca são como queremos e porquê que fica sempre alguma coisa para trás, uma palavra, um gesto, que consequentemente trás um arrependimento que só acabará com uma nova oportunidade.

O  coração e a cabeça, nem sempre estão de acordo, mas o sentimento e a vontade estão sempre lá!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

El amour

"O amor é para parvos", dizem as pessoas, mas as mesma pessoas que o dizem já se apaixonaram, uma vez? duas? não se sabe, porque "quem anda á chuva molha-se".
O amor devia ser uma disciplina dada na escola. Sim, é verdade que o amor já vem dentro de nós, logo que vemos a luz, ao sair da barriguinha, mas a nossa mãe não nos parte o coração, aliás ela compra-nos a cola necessária para o consertar, faz-nos perceber que a vida está cheia de mauzões que nos querem roubar o coração.
Na escola devia aprender-se a controlar o coração, a controlar o amor, tal como o Harry Potter aprende a controlar uma pena com o feitiço wingardium Leviosa.
E como diz a música "eu não tenho experiência, ninguém me ensinou, nenhuma ciência ensina o amor amor, e agora não sei como curar esta dor." É verdade! Quem é que tem experiência no amor? Para mim o amor é uma experiência, e cada amor, cada pessoa, é um novo experimento, porque cada um é como cada qual.
E ainda dizem que na vida só há um amor, então os outro são o quê? Folhas solta de uma árvore em plena tarde de outono?
Claro que há sempre um relacionamento que é mais intenso, mais duradouro, mais forte, mas não quer dizer que não haja mais amores. Há amores maiores, mais pequenos, mais vividos ou menos vividos, há amores para todos os gostos e feitios e para todas as ocasiões também.
O amor é bom, faz-nos bem, até mesmo quando dói, porque nos pica bem lá no fundo e acorda-nos para a vida real.
O amor vive-se e vive-nos!